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Reforma Tributária Pode Elevar Carga das Bets para 42% e Ameaça Viabilidade do Mercado Regulado
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Reforma Tributária Pode Elevar Carga das Bets para 42% e Ameaça Viabilidade do Mercado Regulado

Redação Portal iGaming·03 abr 2026·6 min de leitura·Fontes: BNLData · IBJR

Estudo da LCA Consultoria encomendado pelo IBJR revela que a carga tributária sobre operadoras de apostas saltará de 32% para 42% do GGR até 2033. Setor já paga 6 vezes mais que telecomunicações e alerta que sobrecarga fiscal fortalece mercado ilegal.

Estudo inédito mapeia trajetória fiscal que pode inviabilizar operações legais

Um estudo inédito da LCA Consultoria, encomendado pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), traça um cenário preocupante para o futuro do mercado regulado de apostas no Brasil: com a implementação progressiva da Reforma Tributária, a carga fiscal total sobre operadoras de apostas esportivas e jogos online saltará dos atuais 31,9% do GGR (Gross Gaming Revenue) para 42% até 2033 — um aumento de dez pontos percentuais que coloca em xeque a competitividade das empresas legalizadas frente a um mercado ilegal que ainda responde por mais da metade das apostas realizadas no país.

Os números chegam em momento crítico. O primeiro ano de regulação plena das apostas no Brasil, encerrado em janeiro de 2026, produziu resultados expressivos: 83 empresas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), 29,4 milhões de apostadores ativos e R$ 37 bilhões em arrecadação. Mas o setor alerta que essa trajetória de crescimento pode ser interrompida se a pressão fiscal continuar aumentando ao ritmo projetado pela Reforma.

De onde vem a carga de 32% — e para onde vai

O estudo da LCA detalha a composição atual da carga tributária sobre operadoras de apostas, que totaliza 31,9% do GGR. A maior fatia — 19,4% — corresponde a tributos diretos sobre o consumo e contribuições sociais obrigatórias. Em seguida, 4,9% são encargos regulatórios específicos do setor, incluindo a parcela destinada à saúde, esporte e segurança pública prevista na Lei nº 14.790/2023. Os impostos sobre a renda corporativa (IRPJ e CSLL) respondem por 4,5%, e tributos indiretos da cadeia produtiva completam os 3,1% restantes.

Com a Reforma Tributária em implementação gradual a partir de 2026, os tributos sobre consumo — hoje compostos por PIS/Cofins e ISS — serão substituídos pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Segundo a LCA, a alíquota combinada desses novos tributos será de 28% como base geral — e o setor de apostas, classificado entre os serviços tributados integralmente, estará sujeito a essa alíquota sem reduções.

"No pós-Reforma, bens e serviços enfrentarão uma alíquota-base de 28%. O setor de apostas ficará 14 pontos percentuais acima da média", explicou Eric Brasil, economista da LCA Consultoria, ao apresentar os resultados do estudo. A projeção é que a carga total atinja 32,7% em 2026 e avance progressivamente até os 42% em 2033, quando a transição da Reforma será concluída.

Imposto Seletivo: o risco adicional do "imposto do pecado"

Além do aumento estrutural dos tributos sobre consumo, o setor enfrenta a ameaça do Imposto Seletivo — apelidado de "imposto do pecado" — criado pela Reforma Tributária e com previsão de início de cobrança em 2027. O Imposto Seletivo incidirá sobre produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, e o anteprojeto em fase de regulamentação inclui apostas esportivas em seu escopo de incidência.

Se confirmada a inclusão das apostas no Imposto Seletivo, a carga tributária total poderá ultrapassar os 42% projetados pela LCA, tornando o cenário ainda mais adverso para operadoras que já investiram R$ 30 milhões por licença de operação, além dos custos de compliance, KYC (Know Your Customer), sistemas de jogo responsável e prevenção à lavagem de dinheiro exigidos pela regulação.

Comparação setorial: apostas pagam 6 vezes mais que telecom

Um dos dados mais impactantes do estudo é a comparação da carga tributária do setor de apostas com outros segmentos de tecnologia e serviços digitais. Segundo a LCA, a alíquota federal efetiva sobre operadoras de apostas é seis vezes maior do que a incidente sobre empresas de telecomunicações e 1,6 vez superior à média de outros serviços de tecnologia.

"Pagamos R$ 30 milhões pela licença, 15% de GGR em impostos diretos, cumprimos dezenas de exigências regulatórias. Se a isso somarmos a escalada da Reforma Tributária, chegaremos a um ponto em que operar legalmente no Brasil será economicamente inviável", disse Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias). "Se a regra atual não mudar, tudo bem — as empresas vieram ao Brasil com base nessa premissa. Mas aumentos constantes de 1 a 2 pontos percentuais podem inviabilizar as operações."

O paradoxo fiscal: mais imposto, menos arrecadação?

O argumento central do setor é que a sobrecarga tributária produz um efeito paradoxal: em vez de aumentar a arrecadação, fortalece o mercado ilegal — que não paga tributos, não cumpre regras de compliance e não oferece proteção ao consumidor. Dados do próprio IBJR indicam que o mercado ilegal ainda responde por 51% do volume total de apostas no Brasil, drenando R$ 10,8 bilhões por ano em receita que poderia ser formalizada.

"Sobretaxar o setor regulado é, na prática, entregar o consumidor brasileiro a sites piratas que financiam o crime organizado", afirmou André Gelfi, diretor do IBJR. Segundo Gelfi, cada 5 pontos percentuais de formalização do mercado ilegal poderia gerar aproximadamente R$ 1 bilhão em receita adicional para os cofres públicos — um valor que seria perdido se a pressão fiscal empurrar apostadores de volta para plataformas clandestinas.

Emprego e renda em jogo

Além da arrecadação, o estudo destaca o impacto da carga tributária sobre a geração de empregos. O setor regulado emprega hoje 15.500 profissionais direta e indiretamente, com salário médio de R$ 7 mil mensais — 118% acima da média nacional. São posições em tecnologia, compliance, atendimento ao cliente, marketing e análise de dados, concentradas majoritariamente em capitais como São Paulo, Curitiba e Recife.

O temor do setor é que a escalada tributária force operadoras a reduzir equipes no Brasil, migrar operações para jurisdições com carga fiscal mais favorável ou, no limite, devolver licenças — como já ocorreu em mercados europeus onde a tributação excessiva levou à saída de operadores regulados e ao crescimento proporcional da oferta ilegal.

O que o setor pede: previsibilidade e equilíbrio

As entidades representativas do setor — ANJL, IBJR e o Instituto Brasileiro de Apostas (IBA) — não pedem isenção fiscal, mas previsibilidade e proporcionalidade. A principal demanda é que o governo federal reconheça as especificidades do setor de apostas na regulamentação infraconstitucional da Reforma Tributária, evitando que a alíquota-base de 28% do IBS/CBS seja aplicada integralmente sem considerar a carga regulatória setorial já existente.

O tema será debatido em profundidade no BiS SiGMA South America 2026, que acontece de 6 a 9 de abril em São Paulo, com painéis dedicados à tributação e competitividade no palco Jardins. A presença confirmada de representantes da SPA e do Ministério da Fazenda no evento alimenta a expectativa de que o governo sinalize sua posição sobre a calibragem fiscal do setor antes do próximo ciclo legislativo.

O cenário é claro: o Brasil construiu, em tempo recorde, um dos mercados de apostas reguladas mais sofisticados do mundo. Mas se a carga tributária seguir a trajetória projetada pela LCA, o país corre o risco de sufocar justamente o ecossistema que levou uma década para legalizar — e de devolver ao mercado ilegal a fatia que tanto custou a conquistar.

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