O Brasil se consolidou como peça-chave no mercado global de iGaming em 2026, com projeções de receita superiores a US$ 5 bilhões para o ano corrente. Segundo análise publicada pela Revista PEGN com dados de consultorias internacionais, o mercado brasileiro apresenta potencial de crescimento acelerado até 2030, quando o faturamento poderá praticamente dobrar.
Fatores de crescimento
Três fatores principais sustentam o otimismo em relação ao mercado brasileiro: a população jovem e conectada, com alta penetração de smartphones e internet móvel; a paixão nacional pelo esporte, especialmente futebol; e a maturação do marco regulatório, que trouxe segurança jurídica para operadores e investidores.
A penetração do Pix como meio de pagamento revolucionou o setor. O sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central permite depósitos e saques em segundos, 24 horas por dia, eliminando uma das principais barreiras de entrada que existiam em mercados mais antigos. Estima-se que 95% das transações em plataformas de apostas brasileiras são realizadas via Pix.
Atração de investimentos
O mercado brasileiro tem atraído investimentos significativos de grupos internacionais. Além das operadoras já estabelecidas, fundos de investimento e venture capital demonstram interesse crescente no ecossistema de iGaming brasileiro — desde startups de tecnologia de pagamento até empresas de data analytics especializadas em esportes.
A presença de grandes grupos internacionais como Flutter (dono da bet365), Entain, Kaizen Gaming (Betano) e Superbet trouxe capital, expertise e padrões operacionais elevados para o mercado. Ao mesmo tempo, operadoras de capital brasileiro têm demonstrado capacidade de competir, especialmente em segmentos que exigem conhecimento profundo da cultura local.
Desafios e oportunidades
Apesar do otimismo, o mercado enfrenta desafios significativos. A carga tributária — que inclui 15% sobre GGR, mais contribuições sociais — é considerada elevada por operadores quando comparada a outros mercados da região. A discussão sobre publicidade e o combate ao mercado ilegal também são prioridades para o setor.
A Copa do Mundo 2026, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México, é vista como o próximo grande catalisador de crescimento. O evento deve elevar significativamente o volume de apostas esportivas e atrair novos apostadores para as plataformas reguladas. Analistas estimam que o impacto da Copa pode representar um aumento de 25% a 40% no volume de apostas durante o período do torneio.
O mercado de eSports betting também emerge como fronteira de crescimento. Com uma das maiores comunidades de gamers do mundo, o Brasil oferece terreno fértil para apostas em competições de CS2, League of Legends, Valorant e Free Fire — este último com relevância única no mercado brasileiro e latino-americano.