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"Estamos em Fase de Estabilização, Não de Consolidação": Executivos Traçam Raio-X do Mercado de Bets no BiS SiGMA
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"Estamos em Fase de Estabilização, Não de Consolidação": Executivos Traçam Raio-X do Mercado de Bets no BiS SiGMA

Redação Portal iGaming·08 abr 2026·5 min de leitura·Fontes: Poder360 · Yogonet · BNLData

No BiS SiGMA 2026, líderes de BetBoom, Stake e Cactus Gaming concordam: o mercado regulado brasileiro ainda não pousou. Copa do Mundo será o grande teste de maturidade — mas metade dos apostadores segue na ilegalidade.

Executivos de operadoras e fornecedoras de tecnologia avaliam o primeiro ano do mercado regulado de apostas no Brasil: avanços na arrecadação convivem com metade dos jogadores em plataformas ilegais e uma Copa do Mundo que testará a capacidade operacional do setor

O BiS SiGMA South America 2026, realizado de 6 a 9 de abril no Transamerica Expo Center em São Paulo, reuniu mais de 50 painéis e 250 palestrantes para debater os rumos do iGaming na América Latina. Mas foi nas entrevistas e conversas de bastidores que emergiu o diagnóstico mais revelador sobre o estado do mercado brasileiro de apostas: um setor que arrecadou R$ 10 bilhões em impostos em 2025, mas que ainda não conseguiu superar o mercado ilegal nem consolidar sua base de clientes.

"Estabilização, não consolidação"

Laura Morganti, diretora de relações institucionais da BetBoom, ofereceu a metáfora mais precisa para o momento do setor durante entrevista ao Poder360 no dia 7 de abril: "Eu não vejo consolidação do mercado ainda. Eu vejo estabilização. É como um voo. Estamos chegando, mas ainda não pousamos."

A executiva identificou dois desafios que exigem tempo: a adaptação das empresas ao arcabouço regulatório e a educação do apostador sobre jogo responsável e mecânicas de mercado. "Precisamos de tempo. Tempo para nos adaptar, tempo para educar o apostador. Somos um setor relativamente novo", completou Morganti, lembrando que, embora as apostas esportivas tenham sido legalizadas no Brasil em 2018, a regulamentação efetiva só entrou em vigor em janeiro de 2025.

Copa 2026: o "divisor de águas"

João Pedro Ferraz, diretor jurídico e de compliance da Stake, foi ainda mais direto ao posicionar a Copa do Mundo 2026 como o grande teste de maturidade do setor. "Talvez a Copa do Mundo 2026 seja o grande divisor de águas da realidade pré-regulação e do mercado regulado", afirmou durante entrevista no evento. "Isso pode ser um ponto de virada pras operações, para a Stake, para qualquer player."

Ferraz avalia que a qualidade dos serviços prestados durante o Mundial — que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá entre junho e julho — funcionará como vitrine e teste de estresse simultâneo. Operadoras que entregarem uma experiência fluida e segura durante picos de demanda terão vantagem competitiva na batalha pela fidelização do apostador brasileiro.

O executivo citou um dado que dimensiona os avanços do primeiro ano: as operadoras licenciadas pagaram aproximadamente R$ 10 bilhões em impostos em 2025. Mas temperou o otimismo com um alerta: mais de 50% dos jogadores ainda procuram plataformas ilegais — evidência de que a regulamentação, sozinha, não basta para redirecionar o mercado.

A guerra contra o mercado ilegal

O secretário nacional de apostas esportivas, Giovanni Rocco Neto, confirmou a dimensão do problema no painel que abriu o segundo dia do evento. "O grande desafio hoje, já com 1 ano e 3 meses de mercado regulado, é o enfrentamento do mercado ilegal", declarou. Os números oficiais ilustram o esforço: mais de 27 mil sites irregulares bloqueados pela parceria entre SPA e Anatel desde outubro de 2024, enquanto apenas 85 empresas obtiveram licenças para operar legalmente.

Rocco Neto enfatizou que o Ministério do Esporte não consegue enfrentar o problema isoladamente: "Isso exige articulação entre Ministério da Justiça, Banco Central e Ministério do Esporte." O secretário, que assumiu o cargo após a saída de Regis Dudena para a Secretaria de Reformas Econômicas em janeiro de 2026, herdou uma estrutura regulatória ainda em formação — com 187 plataformas autorizadas pela SPA, mas um mercado paralelo que movimenta estimados R$ 26 bilhões a R$ 40 bilhões por ano.

Performance acima do sistema bancário

Do lado tecnológico, Thiago Garrigues, CEO da Cactus Gaming, trouxe uma perspectiva pouco discutida: a infraestrutura de apostas precisa superar os padrões de desempenho do sistema financeiro. "Um delay nessa saída ou na entrada de uma aposta muda o resultado todo daquele jogador", explicou, contrastando com as transferências bancárias via Pix, onde atrasos de dois ou três segundos são aceitáveis.

"No nosso mercado, a performance tem que ser real time", completou Garrigues, argumentando que a exigência de responsividade em tempo real — especialmente em apostas ao vivo — coloca os sistemas de iGaming em um patamar de complexidade técnica superior ao de boa parte do ecossistema financeiro tradicional.

O diagnóstico convergente

Apesar de perspectivas distintas — regulatória (Rocco Neto), operacional (Morganti e Ferraz) e tecnológica (Garrigues) —, os executivos ouvidos no BiS SiGMA convergem em três pontos. Primeiro: o mercado regulado brasileiro é real e relevante, com arrecadação que já superou projeções iniciais. Segundo: a ilegalidade persistente corrói a competitividade das operadoras licenciadas e exige ação interinstitucional coordenada. Terceiro: a Copa do Mundo 2026 funcionará como o primeiro grande teste de estresse do ecossistema regulado — um momento que revelará se o setor está, de fato, pronto para pousar.

A metáfora de Laura Morganti talvez seja a que melhor capture o momento: o voo foi longo, a pista está à vista, mas o pouso ainda não aconteceu. E na aviação, como nas apostas, é nos últimos metros que se decide se a aterrissagem será suave ou turbulenta.

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