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Relatório Sportradar 2025: Manipulação no Futebol Cai 15% e Brasil Sai do Topo do Ranking Global
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Relatório Sportradar 2025: Manipulação no Futebol Cai 15% e Brasil Sai do Topo do Ranking Global

Redação Portal iGaming·08 abr 2026·6 min de leitura·Fontes: Sportradar · Poder360 · Máquina do Esporte · Lance

Dados do relatório anual de integridade da Sportradar mostram queda de 618 para 730 partidas suspeitas no futebol global. América do Sul registra recuo de 37% e Brasil deixa a 1ª posição do ranking mundial.

O monitoramento de mais de 1 milhão de eventos esportivos em 2025 revela avanços globais na integridade esportiva, com o futebol sul-americano se destacando na redução de casos suspeitos — dados discutidos em painéis do BiS SiGMA 2026

A Sportradar, líder global em monitoramento de integridade esportiva, divulgou seu relatório anual referente a 2025 com dados que apontam avanços significativos no combate à manipulação de resultados no futebol. O número de partidas suspeitas caiu para 618 — uma redução de 15% em relação às 730 registradas em 2024. No total, a empresa monitorou mais de 1 milhão de eventos em 12 esportes e 94 países, identificando 1.116 partidas suspeitas em todas as modalidades, queda de 1% na comparação anual. Os dados foram amplamente discutidos durante o BiS SiGMA South America 2026, em São Paulo, onde painéis sobre integridade esportiva reuniram reguladores, confederações e operadoras de apostas.

O panorama global: mais monitoramento, menos manipulação

O relatório da Sportradar revela que 99,5% dos eventos monitorados em 2025 não apresentaram indícios de manipulação — a proporção equivale a apenas uma partida suspeita para cada 326 jogos disputados globalmente. O futebol permanece como o esporte com maior número absoluto de alertas (618 de 1.116 no total), mas sua participação proporcional caiu de 65% em 2024 para 55% em 2025, refletindo tanto a redução de casos no esporte quanto a migração da manipulação para outras modalidades.

O ranking por esporte mostra o futebol na liderança com 618 casos, seguido pelo basquete com 233, tênis com 78, tênis de mesa com 68 e críquete com 59. A diversificação dos alvos é uma tendência preocupante: enquanto o futebol avança em proteção, esportes com menos infraestrutura de monitoramento se tornam mais vulneráveis.

Regionalmente, o desempenho variou significativamente. A Europa registrou 385 casos suspeitos, queda de 28% em relação a 2024, quando foram 451. A América do Sul apresentou a redução mais expressiva: 37% menos casos, com 64 partidas a menos que no ano anterior. Na contramão, a África registrou aumento de 92% nas ocorrências entre 2024 e 2025 — um alerta sobre a necessidade de expandir mecanismos de integridade para mercados emergentes.

Brasil: de líder do ranking a referência em combate

O dado mais relevante para o mercado brasileiro é que o país deixou a primeira posição no ranking mundial de partidas suspeitas, posição que ocupou em análises anteriores. A evolução é atribuída a uma combinação de fatores: a parceria entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Sportradar expandiu o escopo de monitoramento para mais de 8.200 partidas por temporada, cobrindo competições masculinas e femininas em todas as divisões. A inteligência artificial aplicada ao monitoramento em tempo real aumentou a capacidade de detecção em 56%, segundo a Sportradar.

No âmbito educacional, a empresa lançou em 2025 o Integrity Partners Project no Brasil, reunindo sete operadoras de apostas licenciadas em um programa que realizou mais de 30 workshops educacionais para atletas e comissões técnicas. Globalmente, os programas educacionais da Sportradar atraíram 34 mil participantes ao longo do ano.

A CBF, por meio de sua vice-presidente Michelle Ramalho Cardoso, reforçou durante painel no BiS SiGMA 2026 que o investimento em arbitragem foi essencial para a melhoria dos indicadores. "Arbitragem é uma coisa em que não dá para economizar", afirmou Ramalho, recordando o período em que "o futebol estava nas páginas policiais, no Fantástico, três vezes seguidas. Era um caos e um escândalo". A dirigente fez questão de investir na formação de árbitros justamente porque "foi onde começou o problema" — referência ao escândalo de manipulação que abalou o futebol brasileiro em 2023 e 2024.

Giovanni Rocco Neto: "Estamos em guerra"

No BiS SiGMA 2026, o secretário nacional de apostas esportivas, Giovanni Rocco Neto, não poupou a retórica ao descrever o posicionamento do governo. "Quero usar a palavra 'combate' porque eles entendem que é guerra, e o Brasil vai liderar esse processo na América Latina", declarou durante painel no dia 7 de abril, ao lado de Plínio Lemos Jorge (presidente da ANJL), Darwin Filho (CEO da Esportes da Sorte) e Felipe Marchetti (diretor de parcerias de integridade da Sportradar LATAM).

Rocco Neto destacou que o Brasil é o primeiro país da América Latina a aderir à Convenção de Macolin, tratado europeu sobre manipulação de competições esportivas, e que o país possui "a melhor legislação de combate à manipulação de resultados" da região. O governo trabalha agora na criação de uma convenção latino-americana inspirada nos padrões de Macolin, ampliando a cooperação internacional para além das fronteiras brasileiras.

Outra iniciativa anunciada foi o desenvolvimento de uma plataforma educacional brasileira, com apoio técnico da Sportradar, voltada a atletas e treinadores para identificação e prevenção de abordagens de aliciamento. A disponibilização está prevista para maio de 2026, sob coordenação do Ministério do Esporte e da ANJL.

A Copa 2026 como campo de provas

O Mundial de Clubes da FIFA 2025, disputado nos Estados Unidos em junho e julho passados, serviu como laboratório para os sistemas que serão empregados na Copa do Mundo 2026. Segundo relatos de profissionais de integridade presentes no BiS SiGMA, a experiência permitiu testar em escala real os mecanismos de monitoramento em tempo real, cooperação entre entidades e resposta rápida a alertas — desafios que se multiplicam quando o volume de apostas e a atenção global atingem o pico de um Mundial.

Para o Brasil, a Copa 2026 terá uma dimensão adicional: será o primeiro Mundial sob o mercado regulado de apostas. A capacidade das 85 operadoras licenciadas de garantir integridade em suas plataformas durante o torneio — em um ambiente onde o volume de apostas pode multiplicar por cinco ou mais em relação à operação normal — testará tanto a infraestrutura tecnológica quanto o arcabouço regulatório construído desde janeiro de 2025.

Os dados do relatório Sportradar 2025 oferecem motivo para otimismo cauteloso. A queda de 15% nas partidas suspeitas, a saída do Brasil do topo do ranking e a expansão do monitoramento são avanços concretos. Mas como lembrou Felipe Marchetti, da Sportradar, durante o evento em São Paulo: "Integridade esportiva não é um destino — é um processo contínuo." A tecnologia de detecção avança, os mecanismos de cooperação se expandem, e os programas educacionais ganham escala. O verdadeiro teste, porém, virá quando os holofotes do mundo se voltarem para os gramados da Copa — e quando bilhões de dólares em apostas fluírem por um sistema que, há apenas 18 meses, sequer existia na forma regulada.

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